A inadimplência atrapalha, e muito, a gestão financeira da academia. Isso impacta a gestão financeira da academia, pois diminui a captação de recursos, uma vez que a inadimplência se caracteriza pelo não pagamento de um compromisso financeiro até a data do vencimento.

“Em uma academia, o gestor financeiro faz projeções de receitas para administrar o seu fluxo de caixa. Dessa forma, consegue verificar em quais períodos irá faltar receita e em quais períodos sobrarão recursos para investir. Se o cliente não paga na data combinada, seguramente existirá uma discrepância entre o que foi planejado pelo gestor financeiro e a realidade de caixa”, afirma o consultor de academia Marco Túlio Pimenta.

Controlar a inadimplência na academia pode ser mais simples do que se imagina. Para isso, o gestor deve planejar a área financeira da academia para evitar surpresas, como complementa o também consultor de academia Carlos Virtuoso.

“Muitos donos de academia acham que ter muitos alunos é sinônimo de dinheiro, mas não adianta vender muito pelo preço errado. O melhor é vender pouco, mas pelo preço certo. Por isso, tem que estar previsto no planejamento a sazonalidade, o preço de venda e as aulas”, diz Carlos.

Mecanismos para controlar a inadimplência na academia

Alguns mecanismos contribuem para controlar a inadimplência na academia, tais como:

Receber em dinheiro;

Usar o Balanced Scorecard - metodologia de medição e gestão de desempenho;

Preferir o pagamento em cartão de crédito ou débito;

Criar indicadores de desempenho financeiro, investindo em planejamento e acompanhamento dos resultados;

Evitar o recebimento de cheques pré-datados, por conta da insuficência de fundos ou outras formas de cancelar o cheque.

Mantenha a academia saudável

Como a inadimplência tem efeitos nocivos à saúde financeira da academia, é importante manter o fluxo de caixa no azul. Segundo Carlos, o ideal é definir um planejamento estratégico com datas bem definidas das contas a pagar e a receber.

Dessa forma, o gestor saberá o que vai acontecer durante um período pré-determinado. Com isso, ficará mais fácil identificar em quais pontos faltam recursos e quais estão em dia. 

“Eu penso que um bom fluxo de caixa é aquele que garante ao gestor uma certa certeza do que vai ocorrer em um determinado período futuro. Dessa forma, o gestor sabe onde os recursos serão fartos e pode aplicar as sobras de dinheiro. De igual forma, sabe onde os recursos estarão escassos e pode planejar adequadamente os pagamentos que precisa efetuar, negociação com fornecedores, cortes na estrutura de gastos, resgate de aplicações financeiras e até mesmo tomar dinheiro emprestado”, reafirma Marco Túlio.