Alguns sinais indicam se o gestor conseguirá ou não pagar as despesas no fim do mês. Portanto, primeiramente deve-se ter bem definido os custos fixos e variáveis de maneira segmentada, tais como folha de pagamento, serviços diretos e indiretos, tarifas, impostos etc.

Para isso, de acordo com Herbert R. Oliveira, fundador da HR Consultoria, deve-se considerar essa base de custos com a receita prevista para o período, o que pode ser feito por meio de um histórico criado a partir das vendas realizadas anteriormente e comparadas com o mesmo período de anos anteriores, considerando as correções realizadas na tabela de preços. 

“Além disso, o acompanhamento constante e diário do volume de vendas oferece a possibilidade de prever o fechamento ou não do caixa no final do mês, assim como a necessidade de intervenções para que esse fechamento seja bem-sucedido”, reforça Herbert.

É aí que entra a importância de realizar um bom planejamento financeiro. “Quando temos em mãos os números que demonstram a realidade do nosso negócio, podemos tomar decisões que não afetam o bom andamento da empresa, escolhendo o melhor momento para investir, reformar, ampliar, realizar novas contratações etc.”, completa o especialista em gestão fitness.

Pecados que comprometem o pagamento das despesas no fim do mês

O principal pecado que pode comprometer o pagamento das despesas no fim do mês é misturar as contas pessoais com as da empresa e não acompanhar seus índices durante os períodos do anos, de acordo com o consultor. 

Isso acontece porque essa combinação fatal cria um “ponto cego” na visão da empresa e pode custar caro, podendo levar a empresa a encerrar suas atividades. 

Para fugir desse pecado, Herbert Oliveira ressalta que deve-se acompanhar todos os aspectos que envolvem a empresa, desde a parte administrativa até a entrega do produto final. A receita final e os valores investidos devem ser separados antes de entrar na conta bancária pessoal. Caso contrário, corre-se o risco de o negócio durar apenas alguns anos, sendo que estatisticamente a existência das empresas vão de 3 a 5 anos no Brasil. 

Se não honrar com os compromissos financeiros, a academia entra em um ciclo difícil de ser quebrado, que afetará a estabilidade financeira da empresa.

“No primeiro momento, o gestor pode cometer o equívoco de começar a cortar custos em locais onde nem sempre são os mais indicados. Além disso, a utilização de fundos de caixa ou tomadas de empréstimos para pagamentos das contas torna-se uma realidade, como adiantamento de cheques e cartões, que oferecem dinheiro rápido, mas com taxas altas”, garante o consultor.